LÍNGUAS ESTRANHAS EM I CORÍNTIOS (Direto ao ponto)

Por muito tempo fiquei sem entender o texto de I Coríntios 12 – 14. Por mais que lia, dificultava minha situação. Há tantas tentativas de explicação, com o uso de verdadeiros enganos. Escritores, pastores, adaptando o texto a sua crença. E dentre todas nenhuma me convenceu que estava correta. Há cerca de dois meses, numa leitura devocional, Deus me deu o entendimento que agora passo adiante. Se alguém discordar, fique à vontade.

Nos três primeiros versículos do capítulo 12, o apóstolo coloca a situação claramente. A situação dos irmãos e a ação do Espírito. V. 3: “Portanto vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema (amaldiçoado, ou destruído em nome do Senhor), e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.” Há uma diferença de relacionamento com Jesus, para quem tem o Espírito Santo.

Em I Coríntios 12:4-6 está a apresentação da trindade divina, com suas operações individuais. Logo no v. 7 há uma delimitação para a ação do Espírito: “Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.” Dos versículos 8 a 10 o apóstolo nos dá a relação dos dons do Espírito Santo. E no v. 11 a autoridade e a liberdade do Espírito Santo ao distribuir estes dons “como quer”.

Fazendo uma digreção (desvio) rápida do texto de I Coríntios, quero chamar atenção para um dos dons. É o “dom de discernir os espíritos”. Este dom deixa claro que não há só o Espírito Santo atuando, mas outros espíritos também. E como a pessoa vai saber se quem está agindo nele é o Espírito Santo ou um outro espírito.  Em I João 4:1,6 diz:  “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus; porque já muitos falsos profetas se teem levantado no mundo. 6 Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro.” Como experiência pessoal, um pastor disse que todo aquele que prega, buscando glória própria, não glorificando a Deus, também é um falso mensageiro, porque o Espírito Santo sempre glorificará a Deus, e apontará para a cruz de Cristo, como o fato mais importante para um pecador.

A partir de I Coríntios 12:12-31, o texto bíblico faz uma descrição da importância dos dons, e como na diversidade eles formam uma unidade. Há, também, uma nova relação de dons do Espírito Santo.

Passando para I Coríntios 14, vemos que nos versículos de 1 a 25 há a clara demonstração de que o dom de profecia é superior ao dom de línguas estranhas, e a colocação prática desta diferença em uma reunião.

Já a partir de I Coríntios 14: 26, o apóstolo coloca formas de culto, para que ele seja ordeiro, e para que todos que tem uma mensagem para entregar possam fazê-lo. Com o acréscimo de: “Faça-se tudo para edificação.”

Língua estranha:  27-28 “E, se alguém falar em língua estranha faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.” O que eu entendo deste texto, é a mesma coisa que nós vemos hoje em qualquer igreja que tenha um pregador visitante e que não fale o português. Ele precisa de um intérprete. Não sei se já havia púlpito naquele tempo, mas se entendo bem o texto, e eu creio que entendo, aquele que fosse falar língua estranha, subiria ao púlpito para falar e precisaria então de um intérprete. Isto poderia acontecer em um culto para até três pessoas. Agora, se não houvesse intérprete, eles  deveriam  ficar sentados no seu lugar, falando com eles  próprios  e com Deus.

Em I Coríntios 14:39 diz: “Portanto, irmãos, procurai com zelo, profetizar (pregar), e não proibais falar em línguas.” Mas da forma que o apóstolo havia ensinado nos versículos 27-28 de I Coríntios 14.

QUANTO VALE UM DOM?

Voltando agora para o capítulo 13 de I Coríntios vejamos o que diz ali: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.” V. 1-3. Quanto vale um dom? Nada! Como Jesus mostra em Mateus 7:21-23.

No capítulo 12 ele mostra a importância dos dons na igreja, como eles se completam, para formar uma unidade. Mas nada disso tem valor se não houver amor. A grande importância que as igrejas tem dado aos dons  tem afastado algumas do objetivo principal, que é pregar o evangelho de Jesus Cristo, e ser uma comunidade de amor. Há até algumas que medem o grau de espiritualidade pelo barulho que conseguem fazer no templo.

E quando o dom não é dado pelo Espírito Santo, mas por qualquer outro espírito? Conheço dezenas de pessoas que falaram em línguas estranhas, e nem convertidas são. Falar língua estranha, não é sinônimo de aceitação de Jesus Cristo. Este texto, também não dá apoio ao falar de línguas estranhas que vemos e ouvimos hoje em dia (2010) nas igrejas. É uma deturpação de uma tradição, não a execução de uma prática bíblica.

Há poucos dias via pela televisão um pregador que a meu ver prega sinceramente, apesar de não poder concordar com tudo. Ele quis orar pelos ouvintes, na televisão, na terceira palavra falou em língua estranha. Eu desliguei. O que adianta uma oração em língua estranha para outras pessoas? É ridículo! O Espírito Santo não faria isso, com toda a certeza.

O restante do capítulo 13 mostra as ações do amor e as disposições do amor.  O v. 8 é utilizado muitas vezes para dizer que as línguas estranhas acabaram. Apenas interpreto que o dom de línguas, como todos os outros dons não serão mais necessários, quando o amor dominar os corações dos filhos de Deus. “Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte,  mas então conhecerei como também sou conhecido.” I Coríntios 13:12.

Quem dá os dons é o Espírito Santo, não eu, nem ciclano, nem beltrano, então confiemos na soberania de Deus. Que se alguém, ou alguma igreja, precisar de algum dom, que nós ou alguém não aprova, tenha certeza que Ele não vai perguntar pra ninguém.

Pr.HWRosin.

Uma resposta to “LÍNGUAS ESTRANHAS EM I CORÍNTIOS (Direto ao ponto)”

  1. Levico Bastos de Assis Says:

    Olá querido pastor, que a paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo seja convosco. Sou pregador da palavra e não creio que os dons acabaram, pois se fosse assim estaria eu dando limites ao Espirito Santo. ” Eu, crieo que sempre vamos conhecer em partes e que nunca teremos a verdade absoluta, ou seja, completa, e até hoje Deus tem dado um pouco aqui e um pouco ali, para que as igrejas, e repito, as verdadeiras igrejas não se percam mais antes estejam preparadas para aquele grande e maravilhoso dia. Que Deus continue te abençoando muito, gostei do texto e creio que tem verdades descritas nele.

    att: Levico Bastos…

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