DOR DE ADOLESCENTE (artigo)

I Samuel 2:18-26.

O Jornal da Família do Globo do dia 9 de março de 1997, em reportagem de Leneide Duarte, aborda a vida do adolescente. Ela diz, entre outras coisas, que: “Espinhas, aventuras, descobertas, novo corpo, explosões de temperamento, vontade de chorar, crises de riso. Tudo isso é a adolescência. Mas é muito mais. É a fase onde não se é adulto para fazer certas coisas, mas se é repreendido por agir como uma criança. É uma cobrança constante, um permanente mal-estar, um corpo que parece não combinar com a cabeça. É um descompasso.”

“Os médicos atestam que nos anos 90 a adolescência está se iniciando mais cedo. Pesquisas mostram que a puberdade precoce é hoje um fenômeno nas grandes cidades pela superexposição das crianças à imagens sexuais.”

O psicanalista Roosevelt Cassorla diz que: “A infância está cada vez mais penosa, mais exigente, mais confusa. Quando o indivíduo chega à adolescência a pressão aumenta ainda mais.”

O cineasta Domingos de Oliveira diz: “No meu tempo, você ia ser engenheiro, advogado ou médico e tinha sua profissão. Hoje, estamos no país do desemprego e os jovens tem grande dificuldade no mercado de trabalho.” E ele acrescenta: “Estamos vivendo num país que tem um escândalo digno de um impeachment por dia. Neste contexto, ele vê os valores morais e éticos menos claros e os adolescentes sem as bandeiras de seu tempo que eram a revolução, a psicanálise e o casamento.”

E pergunta: “Como vive um adolescente num país sem valores sólidos?”

Roosevelt Cassorla, quase, como que responde a esta pergunta: “O adolescente está criando sua própria identidade e está extremamente confuso. Não sabe quem é, não sabe se é criança ou se é adulto, está sendo pressionado de dentro por impulsos agressivos, desejos sexuais, insegurança e não sabe como lidar com isso. De fora, vem uma série de cobranças de uma sociedade com mudanças rápidas. Na medida em que não há uma série de normas e rituais como antigamente, de forma bem definida, ele se vê cada vez mais confuso.”

É importante notar aqui que todas as observações feitas estão falando de um adolescente normal.

“A médica Evelyn Eisenstein, da Clínica de Adolescentes, em Botafogo, aponta as três principais angústias dos adolescentes: Primeiro: Eles tem inseguranças quanto ao corpo e se perguntam se são normais; Segundo: Sofrem muito de angústia difusa, que muitas vezes não verbalizam e que pode vir de conflitos com os pais ou de situações vividas em seu meio; Terceiro: Vivem problemas com a sexualidade.”

Uma pesquisa realizada recentemente com adolescentes do Rio e da Baixada Fluminense mostrou, segundo a médica, que 84% dos jovens entre 10 e 19 anos não conversam sobre sexo com ninguém, o que mostra que esses adolescentes vivem seus graves problemas em grande solidão.

Os próprios pais não sabem o que fazer, diz Roosevelt. Ele diz: “Muitas vezes eles o largam em nome de uma certa liberalidade ou porque estão tão ocupados com seus próprios problemas. Educar um adolescente é um trabalho de muita paciência. É preciso conversar muito e nem sempre o filho quer essa conversa. Eu digo que lembra muito um namoro. O pai tem que chegar perto, puxar conversa, estar junto.”

E ele reafirma “que o importante é que o filho saiba que os pais estão realmente interessados nele como pessoa. Não que os pais que dialogam com seus filhos evitem que eles tenham angústias típicas de adolescência. Mas o diálogo e o interesse pelo filho traz segurança.”

Mas até onde existe este diálogo dos pais com seus filhos?

Numa reportagem do dia 02/03/97 do Globo,no mesmo caderno, falando sobre “como encarar o modismo infantil das danças eróticas” e como isto prejudica as crianças, foi feito uma pesquisa sobre o que as crianças de 8 a 12 anos sabiam sobre sexo, beijos, amor, Aids, e onde receberam estas informações. O resultado foi o seguinte:

34% apreenderam na TV;

23% de amigos;

19% na escola;

17% nas revistas;

7% com namorados;

28% em casa.

O que mostra que 72% aprenderam fora de casa. Ou, não dos pais.

Esta é a pré-adolescência.

É importante frisar que quase 50% das crianças de 8 e 9 anos, tinham pouco conhecimento do assunto.

Como nós estamos vendo os adolescentes? Na igreja está sendo feito um bom trabalho com eles, e em casa?

“Certa noite, uma menina estava esperando o namorado, que a levaria para sua primeira reunião-dançante. O pai olhou para a filha por sobre o jornal que lia; ela parecia calma e serena, com seu vestido longo e rosto maquiado. Porém, quando o pai se levantou para sair da sala, ela correu para ele e agarrou-se a seu braço: – Papai, pediu ela, não me deixe sozinha. De repente aquele homem percebeu, que sob aquela maquiagem não havia muito mais que medo.” Larry Cristenson, em A Família do Cristão, p. 84.

Por causa deste acontecimento, formou-se naquela cidade uma Liga dos Pais onde tudo que os seus filhos fariam, festas, reuniões, namoros, tudo tinha regras definidas. Os pais formaram uma estrutura na qual seus filhos poderiam se sentir seguros.

“Uma garota de 14 anos declarou: ‘Desde que meus pais entraram para a Liga, começaram a dizer o que eu posso e o que não posso fazer. Para falar a verdade, fiquei livre de um peso enorme: Aliás, não é para isso mesmo que os pais existem?’” p. 85.

E o que diz a Bíblia? A Bíblia traça caminhos, traça desafios.

Fala de Samuel: I Samuel 2:18,26; 3:19 “Porem Samuel ministrava perante o Senhor, sendo ainda mancebo, vestido com um manto de linho./ E o mancebo Samuel  ia crescendo, e fazia-se agradável, assim para com o Senhor como também para com os homens./ E crescia Samuel, e o Senhor era com ele; e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra.”

E dá o resultado em I Samuel 9:6 “Porem ele lhe disse: Eis que há nesta cidade um homem de Deus, e homem honrado é; tudo quanto diz, sucede assim infalivelmente. Vamo-nos agora lá; porventura nos mostrará o caminho que devemos seguir.”

A Bíblia fala de João, o batista: Lucas 1:80 “E o menino crescia, e se robustecia em espírito. E esteve nos desertos até o dia em que devia mostrar-se a Israel.”

A Bíblia fala de Jesus: Lucas 2:40 e 52 “E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele./ E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.”

Fortalecia em espírito!!! O adolescente crente em Jesus Cristo, sabe que mesmo sem a ajuda do pai terreno, ele tem a ajuda e o cuidado, dos irmãos na fé, e do Pai celestial.

Adolescente, você é amado! Pode crer! E a dor de adolescente, mesmo sendo comum, certamente não será tão dolorosa para você.

Pr. HWRosin. Apresentado em 15/06/97 – PIB Urucânia.

 

 

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