DIACONATO(sermões – diáconos)

Atos 6:1-7                  O OBJETIVO DO DIACONATO

 

Introd.: Certamente os irmãos já ouviram muitas mensagens a respeito deste texto. No entanto, me arrisco, a mais uma vez ouvir Deus falando através dele, pois acredito que jamais falaremos tudo o que ele contém.

A escolha dos diáconos surgiu em função de uma necessidade. O problema era na igreja, a necessidade dos discípulos(V. 2).

 

1ºº  PARA ATENDER AO SEU OBJETIVO O DIACONATO NÃO PODE APENAS SER UM CARGO.

Na igreja de Jerusalém o objetivo era específico e muito claro: servir as mesas das viúvas sem preconceito, cheios do Espírito Santo e sabedoria. Como seria isso?

1.1.  Sem preconceito.

Para que isto pudesse acontecer, a igreja não podia guardar preconceitos no seu meio. Vemos isto na escolha dos próprios diáconos, pois foi escolhido como diácono “Nicolau, prosélito de Antioquia.” Isto é, não judeu. Ou gentio. Mesmo que os prosélitos se adequassem às leis judaicas, era um passo importante para a igreja escolher alguém nestas condições. E não podia haver tratamento diferente para com os não judeus, isto é, os gregos.

1.2.  Cheios do Espírito Santo e sabedoria v. 3.

No v. 5 fala de Estevão, cheio de fé. Creio que para ser diácono a principal exigência era a plenitude do Espírito Santo, e certamente cada diácono, como crente que é, receberia os dons necessários para o exercício do seu ministério. Assim um teria o dom da fé, outro certamente teria outro dom.

Na plenitude do Espírito Santo (unção não, pois dá a idéia de algo recebido sem a participação da pessoa) não há espaço para discórdia, ou revolta, quer seja contra a igreja, contra o corpo diaconal ou contra o pastor.

1.3.  O objetivo do diaconato.

A escolha dos diáconos atendeu a uma necessidade específica, o que significa que, onde não houver este serviço, não há necessidade de diáconos. Neste texto a questão é somente esta. E nos outros textos onde a Bíblia fala do diaconato, ela não amplia a função.

Há outras coisas que os diáconos podem fazer, mas por serem membros da igreja, e não por serem diáconos. Coisas que os outros membros também podem fazer. Como pregar, visitar, ajudar na administração da igreja, e coisas semelhantes.

A questão de que os diáconos são responsáveis por três mesas, deve ter surgido posteriormente. Mesa do pobre, mesa do pastor e mesa do Senhor, o que não tem base neste texto.

 

2. PARA ATENDER AO OBJETIVO DO DIACONATO A LIDERANÇA PRECISA CONTINUAR COM OS APÓSTOLOS. V. 2.

A questão desta atividade social é uma delegação de poderes pelos apóstolos e pela igreja. Isto significa que acima dos diáconos ainda existe uma responsabilidade maior. Prefiro não colocar como posição superior, pois todos estão a serviço de Jesus. E aí não pode ser visto como inferior ou superior. A igreja é responsável pelo trabalho diaconal. Foi a igreja que elegeu os diáconos que farão um trabalho que ajudará a manter a unidade da igreja. E estes prestarão contas à igreja, não aos pastores, pois isto acarretaria mais uma responsabilidade para os pastores. O que é exatamente o que se quer evitar aqui.

A carga (se assim pode ser chamada), não é só de um ou de outro, mas de todos que fazem parte do corpo de Jesus. O objetivo é a unidade da igreja.

Perceba que a partir do momento em que os apóstolos delegaram este ministério, deixaram de ser responsáveis por ele? Mas isto não significa que a responsabilidade da igreja como um todo, tenha deixado de ser dos apóstolos, ou do pastor.

 

3. PARA ATENDER AO OBJETIVO DO DIACONATO OS APÓSTOLOS PRECISAM DE CONDIÇÕES ADEQUADAS PARA CUMPRIREM O SEU MINISTÉRIO. V. 2b e  v.4.

O foco central desta decisão não está no diaconato. Nem nas viúvas gregas. Mas na possibilidade de os apóstolos poderem cumprir com o seu ministério. Isto é, que não poderia haver nada, mesmo sendo bom, que desviasse os apóstolos do objetivo para o qual foram escolhidos e enviados. “Perseverar na oração e perseverar no ministério da palavra.” O objetivo principal da igreja não muda, mesmo que surjam outras necessidades. O objetivo dos apóstolos e pastores não mudará jamais. Deve estar no centro de sua missão, e permanecer no centro do objetivo orar e pregar.

Se conseguirmos captar este ensino, poderemos também esperar as mesmas conseqüências que vimos nesta nova igreja.

 

CONCLUSÃO: v. 7 “E crescia a palavra de Deus”. Estamos acostumados a pensar primeiro em números. Crescimento numérico. Mas aqui isto é conseqüência do crescimento na palavra. Cada um cumprindo o seu ministério estará favorecendo o crescimento do reino de Deus, isto é, da igreja local.

 

 Pregado em: 29/10/2006 Ib do Sarapuí

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